História

Origem da família BALDIN, di Alfonso

CASTELFRANCO Vêneto
Essa cidade foi fundada em 1199 pelo próprio governo de Treviso. Era murada, como defesa contra as vizinhas invasoras Pádua e Vicenza. Essas muralhas ainda estão de pé. Possui 31.480 habitantes. E segundo o “Parroco de San Floriano di Castel Franco – Veneto”, Giuseppe Ganassin, a cidade está se desenvolvendo muito, e apesar de terem saído tantas famílias Baldin, ainda hoje são muitas as que ali permanecem.

A cidade possui algumas pequenas frações, e dentre estas San Floriano, onde a família Baldin, vinda de outras regiões do Vêneto, se instalou, mais precisamente na via Stradone, uma rua vizinha da igreja. Antonio Baldin e seus familiares foram os primeiros da família a se instalarem no número 2. “Casa Del N.U. sig Filippo Baldi (Casa do Homem Nobre, sr. Filippo Baldi), que era o proprietário da vila na qual os Baldin trabalhavam e onde funciona o Seminário dos Padres Lateranense. Após a chegada de Antonio, outros da família começaram a chegar e passaram a habitar nos números 4, 6 e 7.

Antes de se fixarem em San Floriano, os Baldin habitavam Riese e Altivole, onde nasceram os filhos de Gasparo Baldin : Oswaldo, Adamo, Vettore (avô de Alfonso), Giacomo, Antonio e Luigi. Em Altivole, existia, a 50 anos atrás, um distrito que se chamava Baldin e Perer. Hoje existe somente a Rua Perer e o Bairro Baldin, onde ainda vivem muitos Baldin.

Depois de algum tempo, alguns membros dessa família migraram para Castello di Godego, distante 20 km de San Floriano. Outros migraram para Paese, Fonte, Altivole, San Giuseppe di Treviso e para muitas outras cidades dentro da Província de Treviso – sempre em busca de trabalho e uma vida melhor. A família Baldin bem como muitas famílias italianas sempre migraram para outras cidades. Prova disso são as certidões de nascimento, em que às vezes cada membro nasceu em um lugar.

Alfonso Baldin nasceu em San Floriano, província de Treviso, em 19 de abril de 1853, era filho de Giuseppe Baldin e Maria Baggio. Casou-se com Anna Tronchin, natural de San Giuseppe, onde nasceram os filhos: Maria em 1874; Sante em 1877 e Giuseppe em 1878. Em Carmizzano nasceram: Fidele em 1882 e Carlo em 1884. Em S. Buni nasceram: Luigia em 1886 e Ângela em 1888. Em San Monigo nasceu Adele em 1892. O filho caçula, Antonio, nasceu no Brasil.

O nome Baldin é encontrado com “n” e com “m”, mas seus portadores pertencem todos ao mesmo tronco, sendo descendentes de Alfonso Baldin. A família de Alfonso Baldin veio para o Brasil com a intenção de trabalhar na agricultura. Chegou em 05/02/1896, desembarcando do Vapor Colombo no Porto do Rio de Janeiro, com o propósito de ir para o Estado de Minas Gerais. Do Rio, foram para Juiz de Fora(MG), alojando-se na Hospedaria Horta Barbosa.

Em 12 de fevereiro deste mesmo ano, deixaram Juiz de Fora com destino a Rio Verde – Três Corações( MG) e de lá foram para Santo Antonio do Machado, hoje Machado(MG). Em Machado (MG) a família Baldim ficou poucos meses, o tempo de Ana, que veio da Itália grávida, dar a luz ao filho caçula, Antonio. Em fins de 1896, início de 1897, a convite da família de Angelo Giuseppe Bellato, cujo filho Armindo já namorava Maria, filha primogênita de Alfonso e Ana, foram para a vila de Ponte Alta de Campanha, hoje Município de Monsenhor Paulo(MG), onde fixaram residência.

Em 20 de fevereiro de 1897 na capelinha de taipa existente na vila de Ponte Alta, Padre Paulo Emílio Moinhos de Vilhena, celebrou o casamento de Armindo Bellato e Maria Baldin, sendo testemunhas os senhores Antonio Salotti e Jorge Nicolau.
Em Ponte Alta de Campanha, Alfonso adquiriu um pequeno sítio, vizinho da Fazenda Três Córregos, de propriedade de um imigrante alemão. Como a esposa deste fazendeiro não se acostumou com a vida na pequena Ponte Alta, nem na fazenda, o alemão resolve vender a propriedade. Vendo que a família de Alfonso Baldin era de pessoas trabalhadoras e honestas, ofereceu-lhe a mesma.

Muito surpreso com a oferta, Alfonso, afirmou ao alemão que não possuía dinheiro para comprar a fazenda. O alemão não aceitou sua resposta diz a Alfonso: “ Não estou perguntando se você tem dinheiro ou não.Vendo-lhe a fazenda com um prazo de dois anos para você pagar. O café já está plantado e vai produzir, em dois anos. Com o dinheiro da colheita do café, você me paga”. E assim, Alfonso se vê proprietário da fazenda, sem que houvesse necessidade de nenhum documento, tal era a confiança que o alemão nele depositara. O mesmo aconteceu com a maioria dos imigrantes, principalmente com os italianos, muito religiosos e cumpridores de seus deveres. A palavra era tudo, o que se dizia se cumpria, e essa palavra valia como documento, para comprar, registrar os filhos, casar, etc…

Quando se completaram os dois anos, o filho de Alfonso, Pietro Sante, foi para Santos pagar a fazenda, levando o dinheiro em uma sacola de couro. A família de Alfonso Baldin, muito contribuiu para o engrandecimento da pequena Ponte Alta de Campanha. Colaborou na construção da Igreja Matriz e mesmo uma banda de musica os Baldin fundaram, trazendo para a cidade um maestro, “João Negrinho”, contratado pelo filho de Alfonso, Pietro Sante, que até seu aluguel pagava. Este compôs um dobrado chamado”Santos Baldin “ em homenagem a Pietro. Dos numerosos descendentes de Alfonso, muitos já não moram mais em Monsenhor Paulo, mas preservam suas raízes e têm muito carinho por esta cidade.

Dados extraídos do livro Ritorno al passato de Romilda A.Cazissi Baldin, pesquisas de Francisco de Paula Belato , Regina Baldin Saponara e depoimento de Ernestina Belato Baldin.