Ponte dos Velhos Tempos

dez 30, 2012   //   by admin   //   Sem comentários

Quem te viu e que te vê! Fico imaginando quantos olhares cansados, vividos, hoje te contemplam, analisando tuas mudanças, admirando continuamente as transformações por que passas… Quantos olhares profundos hoje não percebem que, se ainda tens as antigas raízes, és capaz mesmo assim de soltar-te.

Que teus filhos, uma geração mais que outra, dão-se as mãos e buscam firmar-se no mesmo ideal de liberdade e fé no seu próprio trabalho. É isto aí, cidade pacata, mansa, que dorme cedo. Podes não ser a melhor, não és mesmo a maior, mas como te queremos bem! É até muito gostoso te curtir e (como quem não quer nada, meio por baixo dos panos) a gente bem que bagunça o teu coreto…

Temos momentos agradáveis, excitantes! O pessoal guarda uma alma cantadora. De vez em quando se apronta um batuque, uma viola, um sambinha. Algumas reuniões, correndo tua cerveja e nossas piadas, enquanto a gente se aproxima, se gosta, se diverte e adora morar aqui. (E o teu Clube do Bolinha! Quantos artistas se revelam!) Enquanto isto, cidadezinha mineira, pulsos fortes dirigem tua vida e, embora às vezes não percebas, estão te fazendo crescer.

Enquanto isto, nossos líderes se articulam, se mexem, se dedicam ao teu progresso, à afirmação de teus propósitos intelectuais e políticos. Velha Ponte Alta, nosso coração saudosista e afetuoso, te abraça, te aceita como a doce e feliz Ponte dos Velhos Tempos, mas para a nossa cabeça, para a nossa mente idealista, és com muito orgulho, a vibrante e entusiasta Monsenhor Paulo de um novo tempo, de um tempo verdadeiramente novo.

Deixe um comentário